Control de inventarios para carpintería: tipos y cómo organizarlo.

Como está seu controle de estoque na marcenaria?

O estoque é composto por diferentes tipos de itens: matéria-prima, componentes e ferragens (dobradiças, corrediças, parafusos), painéis e chapas, peças semiacabadas e produtos acabados, além de materiais de consumo (colas, vernizes, lixas, abrasivos e embalagens).

Fazer o controle dele é necessário para que a empresa consiga garantir a disponibilidade dos insumos para a fabricação dos móveis e peças sob medida. Ainda, para garantir que o produto final estará pronto — e em bom estado de conservação — para ser entregue ao cliente.

No universo de controle de estoque, existem muitas variáveis que precisam ser organizadas para que a gestão, de fato, seja um sucesso. Neste post, vamos entender quais são elas e como a sua empresa pode realizar a prática sem muito esforço. Confira!

O que é controle de estoque?

O controle de estoque é iniciativa que visa organizar, registrar e dar visibilidade para a marcenaria manter sob controle todos os materiais, componentes e produtos que estão armazenados no armazém.

O controle de estoque deve monitorar:

  • Matéria-prima usada para produzir os móveis;
  • Componentes e ferragens;
  • Materiais de consumo;
  • Produtos acabados que, eventualmente, serão enviados após o pedido de compra.

Qual é o papel do controle de estoque no fluxo produtivo da marcenaria?

O trabalho da marcenaria é transformar matéria-prima em peças úteis e bem acabadas, além de garantir que os prazos e a qualidade do pedido sejam cumpridos.

Para isso, ela precisa garantir que cada item está em seu devido lugar. Isso porque a falta de um componente importante pode atrapalhar a montagem e o acabamento de uma peça, contribuindo para o atraso da entrega.

Fazer o controle de estoque na marcenaria é ter a certeza de que haverá material suficiente, em bom estado e no momento certo.

Como fazer o controle de estoque na marcenaria?

Sempre que falamos em controle de estoque, temos a ideia de que a gestão será complexa devido à variedade de itens e ao volume de movimentações.

De fato, a maioria dos estoques é assim, já que muitos são compostos por diferentes categorias de itens e níveis de uso. No entanto, no caso da marcenaria, o trabalho pode ser mais simples, sendo necessário que os responsáveis apenas sigam algumas instruções.

Fazer um inventário inicial e categorizar itens

O primeiro passo é conhecer o que você tem. Para isso, será preciso fazer um inventário completo.

Comece por listar todas as matérias-primas (tipos de madeira e chapas), componentes (ferragens, puxadores), consumíveis (colas, lixas, vernizes), semiacabados e produtos prontos. Em seguida, registre cada item, informando quantidade, unidade de medida, local de armazenamento e um critério de uso, por exemplo, uso diário, uso por projeto, consumo sazonal.

Com a lista em mãos, classifique os itens por prioridade de controle. Uma forma simples de você fazer isso é separar em A (itens de alto consumo ou críticos para montagem), B (itens de consumo moderado) e C (itens esporádicos ou de baixo impacto). Essa categorização vai ajudar a definir onde concentrar atenção. Nesse caso, os itens A merecem contagens mais frequentes e políticas de reposição automatizadas.

Definir estoques mínimos, pontos de reposição e lead time

Com os itens registrados, calcule um estoque mínimo para cada um deles. Pense: “Quanto precisa haver para garantir a produção enquanto um novo pedido chega?”

Ainda, defina também o ponto de reposição, ou seja, a quantidade em que um pedido deve ser iniciado. Faça isso considerando o tempo que seu fornecedor demora para entregar (lead time) e variações de demanda.

Para itens críticos, é prudente incluir uma margem de segurança para evitar paradas.

Organizar o espaço físico e etiquetar tudo

A forma como o estoque da marcenaria é organizado impacta diretamente na velocidade de separação e na redução de erros. Portanto, separe áreas específicas para matéria-prima, componentes, consumíveis e produtos prontos.

Para tanto, use prateleiras, caixas e pallets com identificação. Ainda, não esqueça de criar um método de etiquetagem simples (nome do item, unidade, lote/fornecedor e quantidade disponível) e posicionar etiquetas visíveis nas prateleiras.

Além disso, se possível, defina um fluxo lógico de movimentação de itens, por exemplo, entradas à esquerda, estoque ao centro e expedição à direita. Isso será útil para evitar cruzamento de materiais.

Registrar entradas e saídas (controle diário)

Toda movimentação precisa ser anotada no exato momento em que acontece:

  • Quando chegar uma remessa, registre quantidade, fornecedor, data e número da nota;
  • Quando um operador retirar material, registre para qual projeto ou ordem de produção foi usado.

Esses registros permitem conciliar estoque físico com registro teórico, detectar consumos fora do padrão e apurar perdas. Se identificar divergências, investigue imediatamente.

Fazer inventários cíclicos e auditorias periódicas

Em vez de fechar a fábrica para fazer um inventário geral, adote a prática de inventários cíclicos, ou seja, conte diariamente ou por semana pequenas parcelas do estoque, como itens A com maior frequência. Isso mantém a acuracidade dos números sem interromper a produção.

Além disso, realize também auditorias periódicas (mensais ou trimestrais) para validar processos, checar validade e condições de materiais, por exemplo, vernizes fora do prazo ou chapas empenadas, além de identificar itens obsoletos que ocupam espaço.

Monitorar consumo, medir perdas e melhorar processos

Utilize os registros do estoque para analisar a fundo os padrões de consumo. Observe quais itens aumentaram ou diminuíram o uso, quais projetos demandaram mais ferragens, onde ocorrem mais perdas.

A partir desses dados, negocie quantidades com fornecedores, ajuste tamanhos de pedido e reveja práticas que geram desperdício (corte ineficiente, armazenamento inadequado, manuseio incorreto).

Em seguida, crie ciclos de melhoria. A cada mês, por exemplo, reveja causas de erro (faltas, sobras, perdas) e aplique ações simples, como treinar a equipe, melhorar embalagem interna ou trocar fornecedor.

Por que investir em um sistema de gestão de estoque para marcenarias?

Ainda que o controle de estoque na marcenaria possa ser realizado manualmente, existem alguns motivos pelos quais a opção manual não é tão recomendada. Processos manuais costumam consumir muito tempo da equipe, dificultar o acompanhamento dos números e estar sujeitos a falhas humanas que podem desencadear problemas.

Muitas marcenarias já compreenderam que investir em soluções como um sistema de gestão de estoque é a melhor forma de reduzir esses riscos. A tecnologia, pensada para otimizar o controle, foi desenvolvida para solucionar gargalos. Conheça alguns deles a seguir.

Falta de materiais

Quando o estoque não é acompanhado de perto, é comum que faltem componentes úteis no momento da produção. Um sistema de gestão consegue resolver esse problema ao registrar cada movimentação de entrada e saída em tempo real, automaticamente. Assim, quando um item chega ao limite mínimo estabelecido, o sistema emite um alerta para reposição.

Desperdício

O desperdício é um dos principais motivos de prejuízo em marcenarias e, muitas vezes, acontece por falhas simples de controle. Nesse caso, um sistema de gestão permite identificar quais materiais têm maior índice de perda, seja por mau armazenamento, validade vencida ou corte incorreto.

Nesse sentido, ele registra não apenas o que entra e sai, mas também o motivo do consumo — o que facilita o mapeamento das causas do desperdício.

Investimentos financeiros desnecessários

Sem um controle automatizado, é comum que a marcenaria compre mais material do que o necessário “para garantir a produção”. Esse excesso de estoque imobiliza capital que poderia ser investido em melhorias, novos equipamentos ou até mesmo na capacitação da equipe.

O sistema de gestão ajuda a equilibrar as quantidades ao indicar o momento exato de comprar e o volume ideal de cada item.

Queda na produtividade

Quando o controle de estoque na marcenaria é feito manualmente, o tempo gasto com registros, buscas de materiais e correção de falhas acaba comprometendo a produtividade em larga escala. Um sistema automatiza essas etapas e permite, claro, que cada colaborador acesse rapidamente as informações sobre o que está disponível, onde está e em qual quantidade.

Quais são os pilares do controle de estoque?

Assim como qualquer prática envolvendo gestão, o controle de estoque na marcenaria é pautado em cima de fundamentos, ou seja, pilares que sustentam a prática ao longo dos anos. São eles:

  1. Visibilidade e rastreabilidade: saber o que há no estoque, onde está, de que lote e desde quando;
  2. Organização física e lógica: um lugar para cada coisa e uma forma padrão de identificar itens (etiquetas, localização);
  3. Planejamento de reposição: possuir regras claras para quando e quanto repor (estoque mínimo, ponto de pedido, lead time);
  4. Monitoramento e melhoria contínua: medir consumo, perdas e eficiência, e ajustar processos com base em números.

Leia também | Técnicas de administração para marcenaria: conheça 4 fundamentais!

Quais são os benefícios de um sistema de gestão para marcenarias?

Mesmo após entender o passo a passo e os pilares, pode acontecer do gestor pensar: “Será que é mesmo necessário investir em um sistema para facilitar a gestão? Olhando as etapas, o controle não parece tão complicado.”

Sabemos que esse tipo de pensamento pode ocorrer. Mas existe um bom motivo para investir em uma ferramenta e por que é tão recomendado: os benefícios.

As vantagens que só o sistema é capaz de entregar:

  • Redução de erros e retrabalho: movimentações são registradas automaticamente, o que evita divergências entre o estoque físico e o sistema;
  • Maior controle de insumos: permite acompanhar o consumo de cada item em tempo real, com alertas de reposição;
  • Planejamento de compras mais inteligente: com base no histórico de uso e sazonalidade, é possível evitar tanto o excesso quanto a falta de materiais;
  • Redução de desperdício: ajuda a identificar materiais com pouca rotatividade e ajustar processos para melhor aproveitamento;
  • Mais agilidade na produção: a equipe encontra rapidamente o que precisa;
  • Decisões baseadas em dados: relatórios e indicadores auxiliam o gestor a planejar melhor o uso do orçamento e negociar com fornecedores;
  • Organização física otimizada: o sistema contribui para o layout do estoque, com localizações definidas e controle por categorias;
  • Aumento da satisfação do cliente: com menos atrasos e maior previsibilidade nas entregas, a qualidade percebida dos serviços melhora.

O sistema de gestão de estoque pode aumentar a produtividade da marcenaria?

O controle de estoque na marcenaria, por si só, já é um caminho para trazer ganho no processo de fabricação. Porém, dar esse passo não é suficiente para deixar a empresa completamente segura. Afinal, a todo momento, players concorrentes podem estar mais organizados para produzir mais e com menores custos.

Por isso, quando perguntam para o time Promob se o sistema de gestão de estoque faz diferença mesmo no dia a dia da produção, dizemos que sim (e muito). E não só para controlar os materiais, mas porque otimiza todo o fluxo produtivo.

Necessariamente, isso ocorre para:

  • Redução de paradas e esperas: com pedidos de compra disparados com antecedência e alertas de reposição, a equipe raramente fica esperando por um componente. Menos esperas significam operadores que passam mais tempo agregando valor (corte, montagem, acabamento) e menos tempo perdidos com logística interna;
  • Preparação de ordens e separação mais rápida: um sistema possibilita gerar listas de separação por ordem de produção, ordenando por prioridade e localização. Assim, quem separa o material segue um roteiro — o que evita idas e vindas pelo depósito e erros de itens trocados;
  • Menos retrabalho por erros de materiais: controle de lotes e especificações evita a utilização de materiais inadequados (uma chapa com tonalidade diferente, por exemplo). Isso reduz correções, repinturas e reentregas;
  • Planejamento da carga de trabalho: com dados históricos, é possível prever semanas de maior demanda e ajustar a agenda de produção, alocar equipe temporária ou negociar prazos com clientes. Esse planejamento evita sobrecarga e permite que a produção aconteça de forma contínua;
  • Liberação do gestor para ações de melhoria: ao automatizar registros e relatórios, o responsável deixa de perder horas em tarefas administrativas e passa a focar em otimizar processos, treinar a equipe e buscar clientes.

Gostou de saber como fazer controle de estoque na marcenaria? Então, conheça o FoccoERP e descubra como o sistema de gestão pode apoiar o controle de todas as áreas da sua empresa!

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